Crença e Percepção (André Abath)

Compêndio em Linha de Problemas de Filosofia Analítica (2014)
João Branquinho e Ricardo Santos (eds.)
Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa
Nesta entrada, é discutida a relação entre experiências perceptuais e estados de crença. Mais especificamente, são discutidas duas posições. A primeira, aqui chamada de reducionismo, é a posição segundo a qual experiências perceptuais são simplesmente identificadas com certas formas de crer. A segunda, aqui chamada de não-reducionismo, nega essa simples identificação, mas, ainda assim, toma crenças acerca do mundo como essenciais para que tenhamos as experiências perceptuais que de fato temos. Veremos de que forma tais posições foram desenvolvidas na literatura, e se conseguem resistir ao apelo a uma posição contrária, segundo a qual experiências perceptuais são fundamentalmente independentes de estados de crença.

Palavras-chave: Percepção, Crença, Visão não epistémica, D.M. Armstrong, A.D. Smith, Fred Dretske
This entry discusses the relation between perceptual experiences and belief states. More specifically, two positions are discussed. The first, here called reductionism, is the position according to which perceptual experiences are simply identified with certain ways of believing. The second, here called non-reductionism, denies this simple identification, but still takes beliefs about the world as essential for us to have the perceptual experiences that we do have. We will see how these two positions have been developed in the literature, and if they can resist the appeal of a contrary position, according to which perceptual experiences are fundamentally independent of belief states.

Keywords: Perception, belief, non-epistemic seeing, D.M. Armstrong, A.D. Smith, Fred Dretske

Conteúdo

1 Preliminares
2 Reducionismo: experiências perceptuais como aquisições de crença
3 Ver que e visão não-epistêmica
4 Experiências perceptuais e a crença primária